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[Contos de Março] No batuque do coração por G. J. Moreira

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Olá leitores!

O que estão achando desse projeto de divulgação de autores nacionais através de contos? A nível de visualizações eu tenho acompanhado e me surpreendi bastante com as leituras, espero que estejam gostando também.
Concentração 
   Cátia olhou em volta e não acreditava, estava na Avenida Presidente Vargas às 3 horas da manhã segundo o relógio da Central. Isso poderia parecer loucura para qualquer carioca, mas era completamente normal se acrescentarmos que era uma segunda-feira de Carnaval. Na verdade, já era terça-feira, mas ainda estava no segundo dia de desfiles das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro.
   A mulher estava na concentração da escola de samba Portela, também conhecida como majestade do samba por possuir vinte e um títulos do carnaval carioca, que, entretanto, estava há trinta e três anos sem colocar as mãos na taça da folia de Momo. A agremiação de Madureira estava se aprontando para o desfile, aquele carnaval marcaria a volta por cima de uma escola …

[Contos de Março] Miss Columbia por Goldfield

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Quem gosta de super herois?

Olá leitores,

Esse conto é fantastico, e se você gosta de super herois a moda Capitão América, você vai adorar conhecer a Miss Columbia e a história do mundo e o pós guerra narrado por ela.

Miss Columbia
Olá. Não sei muito bem como iniciar um texto como este, confesso. Criar os slogans de propaganda, afinal, nunca foi meu encargo. Eu apenas os representava.
Eu já sei o que você deve estar pensando. Não preciso ser telepata para deduzir isso – embora eu conheça alguns caras que poderiam virar seu cérebro do avesso se quisessem. Bem, a questão é que você acha que escrever algo assim em primeira pessoa é um clichê do tamanho de um bombardeiro B-52. Acontece que, como disse, não sou boa nisso; e se meu relato tem por objetivo justamente narrar situações pessoais – num desabafo ou não, você decide – , não pode haver melhor maneira de fazê-lo se não por uma narrativa cheia de pronomes no início do singular. Quer ler experiências fantasiosas que seus autores nunca v…

[Contos de Março] Um beijo e um adeus por Waldryano

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Olá leitores
Os fatos narrados aqui aconteceram dia 30 de março de 2016, nota do autor.
Um beijo e um adeus
Hoje aqui em casa, recebemos a triste notícia da morte da avó da minha esposa. Foram vinte e tantos dias internada, dois dias em coma, e na tarde deste dia ela descansou. Fico bastante abalado de descrever esta crônica, pois ela era uma pessoa bem presente nas nossas vidas, vizinha de muro.
Ontem já se cogitava a morte, e minha sogra foi na casa dela e separou um conjunto vermelho de seda que ela pediu para se fosse morrer para assim o utilizar.
- Eu nem sei o que comentar, ela foi cedo, agora neste momento que escrevo estão preparando a igreja para o velório. É algo que não se quer acostumar. Quando o fato ocorreu fui no hospital e estava o marido enlutado, e perguntei a ele: -Quanto tempo casado? -São cinquenta anos filho, e o viúvo desolado sem chão na frente daquele hospital.
A vida é passageira, a gente sente este triste gosto, quando a morte vem bem próximo da gente. Hoje …

[Contos de Março] Irmãos de Paçoca por DiRock

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Olá Leitores,
Para iniciar os contos desse mês, um conto que nos trás tanto nostalgia dos tempos de escola, quanto reflexão sobre as decisões que seguimos nessa idade.
Por DiRock
O sol pintava a grama verde da praça. Os paralelepípedos absorviam o calor de sua luz, fazendo os animais de rua fugirem do asfalto.
As crianças brincavam freneticamente. Assim como Bia, nenhuma teve seus pés queimados por não os deixarem no chão por muito tempo. Disposição de dar inveja à mãe Franciele.
Preencheu sua timeline do Face com as fotos menos embaraçosas de sua filha junto com as demais crianças. Indiferente ao número de curtidas e comentários agradáveis, sorria por ver sua família novamente aos risos e cheia de energia.
Alguém aguardava a chegada do ônibus no ponto. A luz solar não pintava o banco debaixo da cobertura. As roupas do homem eram tão pretas como a própria sombra. Estava lá antes mesmo de ela chegar com a sua filha. Fileiras engavetadas de carros na rodovia sobre o horizonte da pra…

[Dica de Leitura] Bem Vindo à Minha Vida por Aline Duarte

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SE EU ESTOU FELIZ? Nunca nem vi.
Olá leitores!
Meu livro preciosíssimo, primeiro romance e tentando ficar longe do clichê, ganha seu primeiro concurso, foi o primeiro inscrito (tem mais dois, vamos ver).
O Livro
Descrição: Niklaus e Melina se conheceram na escola, ainda no Ensino Médio, a história deles tinha tudo para ser um clichê, mas uma rixa entre seus pais, que também começou nesse mesmo período, separou o jovem casal.
O destino sempre dá o seu jeito, e reaproximou essas duas almas. Mas e seus pais? 
Giovanne e Victor, dois empresários  e concorrentes poderosos do ramo de Construção Civil temem algo maior e pensando na segurança dos filhos― e em suas próprias empresas, resolvem unir forças e colocar essa rivalidade de lado, pelo menos até resolver esse problema.
Do que esses dois pais e empresários tanto tem medo? E o que será do casal depois que esse problema for resolvido?

Elenco (personagens fictícios): em breve.

« Playlist Bem Vindo à Minha Vida » Fiz uma playlist para o liv…

[Contos de Fevereiro] Acampamento de Carnaval por Aline Duarte

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Olá leitores!

Infelizmente a semana vai terminar mais cedo esse mês, por falta de preencher as vagas, mas não se reprimam, pois mês que vem estaremos aqui cheios de histórias!

Tem um conto bacana? Entre e se inscreva!



Depois de voltar à rotina agitada de trabalho e estudos após a virada do ano, chegou as festividades de fevereiro, e Carolina decidiu passar o carnaval na casa de uma prima, no sul do estado. A cidade é turística, e como pouco viajava ia aproveitar para conhecer todos os pontos turísticos possíveis naquele período que estaria ali.
Ela pegou o ônibus cedo saindo da sua cidade do interior destino à pequena cidade praiana. Estava na flor da idade e queria se divertir, e era isso que esperava quando pisou na Cidade das Praias. Era sexta feira 13, mas pouco importava, ela não acreditava na superstição, a data lhe trazia sorte.
― Bom dia priminha! ― era só o modo de falar, pois Pedro estava longe de ter um parentesco.
Pedro e Carol se conheceram na virada do ano, mais precisam…