Se você passou mais de cinco minutos nas redes sociais ultimamente, deve ter sentido que o mundo se transformou em um grande campo de batalha de etiquetas. De um lado, pessoas jurando de pé junto que os Millennials são a maioria absoluta e que o mundo ainda gira em torno das nossas crises existenciais e da nossa obsessão por café gourmet. Do outro, a Geração Z pronta para apontar o dedo e dizer que tudo o que amamos é, bem... cringe.
Mas antes de entrarmos na briga, vamos colocar os pingos nos is. Recentemente, vi uma informação circulando por aí — provavelmente tirada de algum lugar bem obscuro da internet, o c* — afirmando que existem mais Millennials na Terra hoje do que qualquer outra geração.
Spoiler: isso é um mito. Enquanto a gente se sente o centro do universo, a matemática do mundo real já seguiu em frente. A Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) já representa cerca de 30% da população mundial, ultrapassando os Millennials em números globais ainda em 2019. Nós não somos a maioria; somos apenas a geração que mais faz barulho tentando provar que o tempo não passou.
O Raio-X das Fases da Vida
Para entender onde estamos, precisamos olhar para quem veio antes e quem está chegando agora. Cada geração é moldada por um contexto que define como encaramos a "vida adulta":
Baby Boomers (Os Arquitetos da Estabilidade): Eles cresceram em um mundo de roteiros fixos. O sucesso era linear: emprego vitalício, casa própria antes dos 30 e aposentadoria garantida. Para eles, nossa dificuldade em "adultar" é um mistério. Eles não entendem por que trocamos de carreira três vezes em cinco anos ou por que preferimos viajar a comprar um jogo de jantar de porcelana.
Geração X (Os Sobreviventes Silenciosos): A geração "ponte". Eles viram o surgimento da internet, mas ainda sabem como usar um mapa de papel. São os adultos que seguram as pontas hoje, cuidando de pais idosos e tentando entender por que os filhos se comunicam por dancinhas. São a geração mais equilibrada, mas a internet insiste em ignorá-los.
Millennials / Gen Y (A Geração do "E agora?"): Fomos criados com a promessa de que éramos especiais e que o diploma seria nossa carta de alforria. Resultado? Batemos de frente com crises econômicas e hoje comemoramos quando conseguimos manter uma planta viva. Somos a geração da nostalgia: nos apegamos aos anos 90 porque foi a última vez que o futuro parecia simples.
Geração Z (Os Nativos da Realidade): Eles não lembram do mundo sem Wi-Fi. São pragmáticos, rápidos e têm uma consciência social que nos desafia. Para eles, o Millennial é o novo "tiozão" do churrasco, com suas piadas sobre boletos e Harry Potter.
A Armadilha do Retro-Marketing: Você não é a maioria, você é o alvo
Se os Millennials não são a maioria, por que a mídia parece obcecada por nós? Por que tudo hoje tem uma estética "retrô"?
Se você olhar para as prateleiras, vai ver a Colgate resgatando a embalagem da Kolynus, marcas de moda relançando designs dos anos 90 e a estética "Clean Girl" sendo substituída por neons e excessos que a gente usava na quinta série. Mas não se engane: isso não é uma prova de que dominamos o mundo. É marketing puro.
O mercado sabe que o Millennial hoje tem o maior poder de consumo nostálgico. Estamos naquela fase da vida com boletos para pagar, mas com uma carência emocional gigante de um tempo em que a única preocupação era se o Tamagotchi ia sobreviver. Eles nos vendem o "retrô" porque a nossa saudade é lucrativa. Enquanto compramos o sabonete com cheiro de infância para aplacar a ansiedade, as novas gerações já estão ditando tendências que a gente sequer consegue pronunciar o nome.
A mídia nos faz acreditar que somos os protagonistas porque é mais fácil vender para quem quer voltar ao passado do que para quem já nasceu criando o futuro.
O Que Isso Muda na Nossa Jornada?
Dividir o mundo em letras e etiquetas é uma forma de tentar organizar o caos das Fases da Vida. Mas a verdade é que, independente de quando você nasceu, as angústias são parecidas: todos queremos ser ouvidos.
Aqui no blog, acabamos de bater 750 mil visualizações. Sabe o que isso significa? Que entre esses milhares de cliques, temos pessoas de todas as idades. Temos o Boomer que busca entender o mundo digital, o Gen X que gosta de um bom suspense, o Millennial que se identifica com minhas crises e o Gen Z que caiu aqui por curiosidade.
No final das contas, o que nos une não é o ano no RG (que já é obsoleto), mas a sede por conteúdo que nos faça pensar. A meta do 1 Milhão de visualização está logo ali, e ela não pertence a uma geração só — ela pertence a todos vocês que se recusam a ser apenas uma estatística (especialmente as inventadas).
E você? Em qual dessas "caixinhas" você se sente mais confortável? Você também sente que esse movimento retrô é só para pescar o nosso dinheiro ou você realmente ama a volta da kolynus? Deixa seu comentário, vamos debater!
Me conta aqui nos comentários: O que você já comprou
Chegamos ao fim desse post, mas não vai embora ainda. Que tal buscar uma xícara de café ☕ e continuar nossa conversa sobre livros?
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Obrigada pela visita. Espero te ver na próxima dica ou em algum comentário por aí!
Com carinho, Aline.

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