Crônica: O que o Inverno de Joinville me ensinou sobre a Liberdade (e por que parei de brigar com as nuvens)
Viver em Joinville é aceitar um contrato com a incerteza. A gente sabe que vai chover, a gente sabe que o cinza faz parte da paleta de cores da cidade, e quando o inverno chega, ele traz aquela umidade que parece atravessar a roupa e chegar na alma.
Eu vou ser sincero: eu não gosto do frio. Não sou o tipo de pessoa que comemora quando o termômetro cai. Por muito tempo, eu me vi refém da previsão do tempo. Se o sol saía, eu estava bem. Se a chuva de Joinville aparecia pela décima vez na semana, meu humor afundava junto com a pressão atmosférica.
Mas, recentemente, comecei a olhar as coisas "fora da caixa".
1. O Clima como um "Pequeno Demiurgo"
Muitas vezes, tratamos o clima — ou a sorte, ou o trânsito — como um deus tirano que decidiu estragar o nosso dia. No Gnosticismo, fala-se do Demiurgo, um criador que nos prende na matéria e nas circunstâncias.
Quando eu deixo o frio de Joinville estragar o meu dia, eu estou entregando as chaves da minha felicidade para algo que eu não controlo. Eu estou deixando a "matéria" (a temperatura) governar o meu "espírito" (meu estado de espírito).
2. A Lição de Ouro: A Felicidade não é Térmica
A grande virada de chave para mim foi entender uma regra básica do jogo da vida: O universo é neutro. A chuva de Joinville não cai para te irritar. O frio não existe para te deixar triste. Eles simplesmente são. O conflito só existe porque nós queremos que o mundo seja do nosso jeito, e não como ele realmente é.
Hoje, eu olho para o céu cinza e entendi que:
"Eu odeio o frio, mas aprendi que minha felicidade não pode depender do termômetro."
3. Como Ganhar o Jogo (Mesmo com Chuva)
Se você esperar o cenário perfeito para ser produtivo, para ter uma boa ideia ou para ser feliz, você vai passar a maior parte da vida em Joinville esperando.
Ganhar o "jogo material" é aprender a operar em qualquer clima. É sobre encontrar aquela centelha interna de que falamos — aquela luz que não depende de fatores externos. Se está frio lá fora, que o calor venha de um projeto novo, de uma conversa profunda ou de um café bem quente.
E você?
O que hoje está "nublado" na sua vida que você está tentando controlar e não consegue? Será que não é hora de parar de brigar com as nuvens e começar a cuidar do que está dentro de você?
Deixe seu comentário abaixo: você é do time que ama o frio ou, como eu, está aprendendo a conviver com ele por pura estratégia?
Chegamos ao fim desse post, mas não vai embora ainda. Que tal buscar uma xícara de café ☕ e continuar nossa conversa sobre livros?
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Obrigada pela visita e por dedicar seu tempo à leitura pensativa. Espero te ver na próxima dica ou em algum comentário por aí!
Com carinho, Aline.

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