Olá leitores pensativos!
Este ano, me propus um desafio pessoal: criar um checklist das 100 coisas que me fazem feliz e transformar cada uma delas em uma reflexão sobre como esses pequenos momentos mexem comigo. Mas, como sei que nenhuma experiência é realmente única, o convite está aberto: adoraria ler nos comentários como você se sente em situações parecidas ou o que este texto despertou em você.
O post de hoje é sobre olhar as estrelas em uma noite sem luzes. Eu gosto tanto desse momento que ando sempre com um aplicativo que identifica os corpos celestes em mãos. Com ele, consigo dizer com firmeza o nome de uma constelação e até parecer inteligente sem passar vergonha — afinal, decorar tudo seria impossível, especialmente com novos planetas sendo descobertos a todo momento!
Mas, para além dos nomes técnicos, olhar para cima me fez olhar para dentro.
Caso queira me acompanhar nessa jornada, estarei atualizando este post com os links de cada descoberta:
Lista completa 100 happy day para você se inspirar!
Boa reflexão.
O que a luz artificial esconde de você?
Olhar as estrelas em uma noite sem luzes me traz sensações contraditórias. Primeiro, vem a curiosidade: qual o nome daqueles corpos celestes? Que desenhos são esses que as constelações formam e o que eles significavam para quem veio antes de nós? Eu sinto uma vontade genuína de estudar mais sobre astronomia, mas é um assunto de uma complexidade tão vasta que acabo me perdendo na minha própria sede de saber. É como se, ao tentar entender o céu, eu mergulhasse em um oceano sem margens.
Mas essa imensidão não me faz olhar apenas para cima; ela me força a olhar para o lado. Quantas pessoas passam por nossas vidas todos os dias e nós sequer damos importância? Pessoas que habitam o mesmo ambiente que nós por anos, mas de quem não sabemos nem o primeiro nome. Tão perto fisicamente, mas a galáxias de distância em conexão.
Recentemente, fui ao aniversário de uma amiga e vizinha — uma festa só para mulheres — e fiquei surpresa quando o assunto "trabalho" surgiu. Descobri que duas delas trabalharam na mesma empresa que eu por muito tempo. Eu não as reconheci. Não notei a presença delas na época e, honestamente, nem notei a falta quando saíram há dois anos. Estávamos sob o mesmo "teto", mas éramos invisíveis umas para as outras.
Por outro lado, me levou a pensar em como deveria ser lindo o céu quando não existia luz elétrica nas casas e nos postes. Quando a noite era, de fato, escuridão. Dizem que, naquela época, galáxias inteiras podiam ser vistas a olho nu, mas que hoje elas são "apagadas" pelo excesso de luz artificial das nossas cidades.
E é aqui que o questionamento dói: o que mais estamos escondendo em nossas vidas por causa da "luz artificial"? Às vezes, a luz artificial é aquele momento feliz que postamos na internet, editado e filtrado. Postamos para mostrar o quanto somos realizados, ou será que postamos para ofuscar os outros? Para mostrar que eles não estão tão felizes quanto nós? A troco de que? Criamos um brilho falso nas redes sociais que, muitas vezes, nos impede de enxergar as estrelas reais — os sentimentos verdadeiros, as dores que precisam de cura e as conexões que realmente importam.
Por último, a vastidão do universo me devolve a humildade. Diante de bilhões de anos-luz, o que somos nós? Quase insignificantes. Pequenos pontos tentando brilhar em meio a tanta poluição visual. Talvez, se desligássemos um pouco as luzes artificiais das nossas telas, voltaríamos a enxergar as galáxias que existem dentro de cada um de nós.
Contemplar essa imensidão e reconhecer nossa própria pequenez é o primeiro passo para valorizar o que é real. Se você também sente que as melhores conexões acontecem longe das luzes artificiais, convido você a explorar os outros capítulos desta jornada aqui no arquivo.
Explorar o Índice da Jornada

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