Olá leitores pensativos!
Um tempo atrás, descobri em algum blog o desafio dos 100 Happy Days — que nada mais é do que listar cem coisas que nos deixam felizes. Eu me empolguei na hora e comecei, mas confesso: a vida pessoal se tornou um caos, meu navio tomou outro rumo, e o projeto parou. Ou talvez eu não tivesse vivido o suficiente para acumular '100 coisas' na época. Uma incógnita!
Mas 2026 chegou, e cá estou eu, tentando novamente!
Não estou seguindo exatamente a ordem do post, nem ordem de "mais feliz/menos feliz".
Lista completa 100 happy day para você se inspirar!
2/100 Happy Day: o cheiro de um livro novo
(ou livro antigo!)
Hoje vou falar sobre o cheiro de livro — seja o novo, com aquele aroma de "começo", ou o velho, que carrega o peso do tempo.
Recentemente, decidi resgatar o hábito da leitura e escolhi começar pelos livros que já habitavam minha estante, esperando pacientemente pela sua vez de brilhar. O primeiro que retirei do descanso foi "O Preço de um Olhar", da Cintia Nogueira. Assim que o abri, fui atingida pelo aroma do romance de época, mas, acima de tudo, pela memória nítida de quem eu era quando o li pela primeira vez, anos atrás.
Muitos dirão: "Mas é só cheiro de papel, o que há de tão especial nisso?"
Eu respondo que o cheiro é o prólogo da história. É o aroma da expectativa antes da primeira página e a saudade que fica depois da última.
Um livro de fantasia pode cheirar a algodão doce; um épico, a ferro em brasas; um drama intenso pode ter o rastro de lágrimas.
Não é apenas celulose. É cheiro de esperança em histórias de superação, como em "A Culpa é das Estrelas". E essa percepção me faz olhar para a minha própria obra de uma forma diferente. Em "ASCENDENTE", tentei colocar nas páginas o cheiro das doces memórias de quem foi adolescente nos anos 90, misturado à maresia salgada da cidade praiana que serve de cenário para a história.
Quando abrimos um livro, não sentimos apenas o papel; sentimos o refúgio, o silêncio e as vidas que vivemos sem sair do lugar.
Qual o cheiro do seu livro atual?
Folhear essas páginas e redescobrir esses aromas é entender que cada história que lemos se torna parte de quem somos. Se você também acredita que os livros guardam mais do que apenas palavras, convido você a explorar os outros capítulos desta jornada aqui no arquivo.
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