O que quero mostrar com isso é que não se trata de mais uma história de terror, é um relato sobre algo tão ruim que não se pode ser nomeado, é pior que o "Você-Sabe-Quem", ou "Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado" de Harry Potter.
Um fato interessante sobre esse livro, o primeiro que me chamou a atenção, é que não se trata de uma história, mas aqui se trata de um relato, como já disse no parágrafo anterior. Não há culpado ou vítima, o que aconteceu foi um fato e todos tem a sua parcela de culpa e papel de vítima.
Já li, assisti e presenciei muitas coisas sobrenaturais, mas neste relato narrado por Thalita, dizer que é perturbador é pouco.
O relato é uma sequência de acontecimentos gerados a partir de uma decisão, mas Thalita não estava sozinha nessa tomada de decisão, que neste caso, totalmente errada, junto com mais três amigos que estudavam na mesma escola que ela.
O relato gira em torno dessa decisão, mas aborda outros temas, não menos perturbadores, coisas que tenho certeza que você caro leitor já tenha vivenciado, visto acontecer com alguém ou na TV ou em algum lugar do planeta, como bullying na escola, negligência por parte da equipe da escola (diretoria, etc), falta de instrução a certos acontecimentos pelos professores. Tudo isso vocês vão entender o que estou falando quando lerem o livro, e vão concordar comigo se lembrarem dessa resenha.
Coisas sobrenaturais são relatadas diariamente em todo o mundo, mas esse relato vai te levar a um nível superior, se abrir sua mente, como ela pediu durante a leitura. Eu, que tenho muita fé em Deus, vou confessar que fiquei com medo das coisas que Thalita relatou, eu terminei de ler à noite, perto da uma da manhã, eu que já tenho problemas para dormir, imaginem como fiquei? Rolei por algum tempo até pegar no sono. Pior ainda foi os sonhos que tive, mas é claro que é apenas meu subconsciente brincando com as minhas memórias recentes de leitura. Não é? 😱
Mas você não acha estranho o motivo de só ela relatar, você não se perguntou? Se eles eram em quatro, porque só Thalita relatou? Vamos dizer que os outros não tiveram tanta "sorte" quanto essa moça.
Devo te aconselhar que se por acaso encontrar um livro estranho, com esqueleto de corvo na capa, com páginas de uma textura duvidosa e em branco, não abra, não mostre a ninguém, não toque (diretamente, use um pano, lenço, pedaço de papel, etc), e o queime (tente pelo menos), mas tente dar um fim nele ou fique o mais longe possível, pois a curiosidade pode te custar caro...
O Inominável foi muito bem escrito, o autor usou as palavras chaves para colocar aquele "frio na barriga" em cada parágrafo, sem exagero. Narrado em primeira pessoa em forma de relato te deixa mais próximo da personagem e, consequentemente, do perigo e deixa uma sensação de estar na pele da personagem.
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Gustavo Lopes, nascido em 89, em Suzano - SP, trabalho, estudo, vivo e me divido entre centenas de coisas, mas minha verdadeira paixão é a escrita. Tenho um blog de estimação onde escrevo sobre música e meus projetos inacabados. Leio quando posso e escrevo o quanto possível, sobre realidades distorcidas e talvez horrendas, que nem sempre têm um final feliz, mas que devem ser contadas.
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