leitura

título

09 julho 2017

[Resenha] Tsara- ir até o fim do mundo e depois voltar de Michelle Louise Paranhos

Olá Leitores!

Depois do debate sobre Coração de Oceano é a vez da Michelle! (ela quem organizou o debate de CO) E para ficar mais completo, eis aqui a resenha do livro feito por mim! Às 19 horas, de hoje (09/07) terá inicio ao debate entrem e confiram! [Em Pauta: Café Literatura]

Blog Pense. Repense.
Título do livro: Tsara- ir até o fim do mundo e depois voltar
Autora do Livro: Michelle Louise Paranhos
Formato do Livro: E-book
Classificação: 5/5
Tag: Literatura Brasileira, Romance, Cultura.



Primeiramente quero agradecer a Michelle L. Paranhos por confiar a mim como sua resenhista, mas gostaria de esclarecer que essa é a primeira resenha que faço. Esse tema para mim é novo para mim também, por esse motivo me prende a atenção, mesmo não estando na minha lista de temas favoritos.

O primeiro fato que me chamou a atenção em Tsara, é a região onde a história se inicia. Laguna, Santa Catarina. Uma cidade muito famosa pelo porto, e atualmente pela sua tão sonhada e aguardada ponte, que ilumina o caminho dos viajantes em vários tons diferentes. Cidade a qual o tempo que vivi em Jaguaruna, vizinha por alguns quilômetros, eu pude ter a oportunidade de conhecer em um breve passeio em família, mesmo sem saber os segredos que ela esconde. O segundo fato foi a linguística usada em Tsara, muito apropriada para o tipo de leitura, e com palavras de um vocábulo mais que formal, e também, outros idiomas, com suas traduções, a cerca de cada povo e sua cultura e nacionalidade.


"Na porção superior do corpo, ele usava camisa branca com abotoamento central cujas casas convencionais dos botões foram substituídas por ilhoses trespassados por um fino cordão dourado, formando desenhos de cruzes na região do peito, o que permitia entrever o torso bem torneado por baixo da camisa. 

As duas pontas do cordão pendiam soltas ao longo do corpo. A calça preta ajustava-se perfeitamente, sendo ligeiramente mais larga nas pernas que no quadril. Uma faixa de cetim de suave azul celeste envolvia o quadril numa marcação de cós alto com justas medidas. 

O conjunto se harmonizava ao ser arrematado por uma bandana na mesma tonalidade da faixa e que lhe cobria parcialmente os cabelos e a testa. Amarrada na região da nuca com três nós, a bandana permitia que alguns cachos de um castanho profundo se rebelassem, caindo pela testa na altura das sobrancelhas. Os cabelos anelados desciam-lhe pelos ombros até o meio das espáduas cor de mate. 

Sobre o peito quase nu, brilhava um cordão de ouro cuja estrela de seis pontas servia como pingente ricamente trabalhado. Ela reconheceu — a contragosto — a Estrela de Davi. A estrela de seis pontas só era usada como imponente símbolo do chefe cigano. Um brinco pequeno e dourado na orelha direita em formato de argola compunha a estranha indumentária. Em absoluto o uniforme que ele usava combinava com o estilo de decoração clássica que predominava no ambiente." (prólogo pág 24 e 25). 


O tempo passado (narrador) e presente, lembrança ou devaneio, estão lado a lado, o que nos faz voltar e reler alguns trechos. Porém, claramente vemos quem protagoniza a história, quem vai descobrir a sua cultura que fora negada e no decorrer da história, o porquê.

Toda história, de alguma forma quer nos mostrar algo, algum ensinamento ou uma perspectiva diferente de algo. Com isso temos "passagens". Em Tsara- ir até o fim do mundo e depois voltar é quando a moça Mariana tem seu primeiro contato: um estadia no quarto recém reformado. Depois desse fato ela começa uma estranha viagem psíquica, pois não é uma simples visão.

Consigo captar nessa fantástica leitura, mais de um povo cultural além do cigano, a qual o livro se refere, como o povo nativo americano, fazendo uma breve explicação sobre o dreamcatcher, mais conhecido como filtro dos sonhos. A cultura babilônica também é citada, na formação do que os astrólogos chamam de "casas astrológicas", onde uma mandala de formato cônicos dividido por dose fatias, como uma pizza, e cada fatia simboliza uma parte da nossa vida, e através dessa é feito uma leitura a partir da data, hora e local de nascimento.

Vários conflitos, internos e externos, são observados durante a leitura, que, segundo a cultura cigana, cabe ao destino de cada um, explicado em uma metáfora de fácil compreensão, nos guiar. Caminhos entrelaçados, rotas desviadas. A história preza muito as escolhas que fizemos na vida.

Estando entre dois mundos: o mundo da futilidade, onde Mariana se hospeda em hotéis de luxo, veste roupas caras e de marca, e o mundo onde esses valores se invertem, onde veste roupas simples, há fartura de sentimentos bons e felicidade. Assim como em qualquer trama, ela se vê entre dois amores, um em cada mundo, o cigano Diego e advogado Paulo.

A balança da justiça pende, tanto no mundo de Tsara, quanto no mundo "real", e a compreensão de tudo se deve a um fato: Mariana precisa seguir o seu caminho. É uma aventura, mesmo com toda a questão cultural e política que cercam a Mariana.


Devo ressaltar que foi um enorme prazer poder desfrutar de uma leitura como essa e poder fazer parte do mundo de Tsara através de uma resenha! E Convido a todos, novamente a participar do debate sobre Tsara, ainda mais agora que sabem mais a cerca da história!

Bem vindos ao Mundo de Tsara [Em Pauta: Café Literatura]

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Primeiramente obrigada pela visita, se quiser deixe seu comentário aqui.

- Por favor, comente sobre a postagem;
- Se você tiver um site, blog, etc, não comente apenas "seguindo, segue também?", comente sobre a postagem e deixe o link, saiba como aqui, se eu gostar, eu sigo;
-Não aceito comentários ofensivos, apenas construtivos;
-Todo comentário obsceno, ilegal, ofensivo e/ ou escrito todo em letra maiúscula, será apagado
-Se precisar de ajuda, procure deixar o máximo de informação possível;

Se você gostou do blog, ajude a divulgá-lo, é simples! Obrigada pela visita.