Crônica: Nostalgia Barata

Boa noite!


Depois de ir a uma festa julina na escola em que eu estudei, não podia deixar de observar e avaliar, o que me deixou muito triste em não ter levado nada para anotação.


Nostalgia barata



Meu coração bate forte, nostalgia no ar. Chegamos no portão. Muita gente diferente, alguns rostos conhecidos. Muita coisa não mudou, a cantina, o ginásio de esportes, os corredores, as salas de aula. Foi um dia diferente. Achei que ia voltar à aquele lugar para levar meus filhos anos depois, e fui muito antes do esperado e na companhia de uma vizinha. Roupas, perfumes e acessórios adultos, mas a mente, jeito de falar e suas almas eram de pré-adolescentes. 

Meninas vestida de "homenzinho", patricinhas vestidas de "princesinha do rock", meninos vestidos normalmente(alguém para salvar a pátria). NIRVANA, alguém com bom gosto, finalmente. Guns'N Roses, você ao menos conhece uma musica deles??

Quantas coisas eles podem falar, agir e sentir quando estão longe de seus pais? Muitas. Acalme-se e lembre-se que você também foi um. Mas eu não era assim, tão errada. Isso é o que eles chamam de discoteca?? Barulho isso sim, nem da tempo de identificar uma música e a mesma já é trocada.

Isso é ser DJ??

No meu tempo não era assim, era muito melhor. Mas que mania de comparar com o seu tempo? Sim, pois não haverá tempo melhor do que eu vivi e senti.

São 15h, a fome bate como um martelo bate no prego. O que tem para comer? Cachorro quente e refrigerante. Vamos comer então, o que mais você queria em uma festa julina de escola? Vinho, costela assada em fogo de chão?

Sinto-me uma estranha, fora da "moda", afinal, os grupos foram montados, eu não fazia parte de nenhum. Nem dos pais, nem dos alunos, apenas dos acompanhantes. Que espécie de acompanhante eu sou?

Chegou a hora de rever meus professores. Fotos e mais fotos, momento deslumbre e de eles verem no que eu me tornei.

Hora de comer mais um pouco, me sinto fraca, tonta e com dor de cabeça: PRECISO DE DOCE, ALGUM DOCE. Glicemia baixa, compro uma paçoca mas não é suficiente. Bora comprar alguma bala, chiclete, AÇUCAR, EU PRECISO DE AÇUCAR. Mentos de morango. Na primeira bala já melhora minha visão, que já estava começando a embaçar nesse momento. Na segunda já começo a voltar ao normal. 

Chega a hora de ir embora, estou exausta. Deixo a menina no portão de sua casa, sua mãe já a espera. Tomo um banho quente e descanso.


Ass. Aline C. Duarte

Pense. Repense. Quantas vezes forem necessárias. 
13/07/2013 
Aline C. Duarte

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